FASCISTAS NA BUROCRACIA DO ESTADO. Guilherme AntunesProcurando na internet o telefone deste departamento de tutela camarária, encontrei basta informação e o nº de telefone (300003990). Liguei 3x e sempre recebi a informação das telefonistas que, para renovar a carta de condução a partir dos 70 anos (é o caso) só era necessário comparecer no local. Todas negaram a obrigatoriedade de fazer marcação.
No local, chegada a minha vez, logo me foi explicado que, afinal, tinha de ter marcação. Argumentei com a conversa havida entre mim e as tais 3x que já referi. Que não podia ser e, não obstante eu ter contado o contacto telefónico estabelecido, negaram peremptoriamente, a existência daquele número.
Pedi o Livro de Reclamações.
Com uma reacção incrédula, titubeante, lá moveram "influências" e, largo tempo depois, surgiu o livro. Participei na base do engano que os serviços oferecem aos incautos cidadãos que, confiadamente, recorrem a eles e são enganados.
Antes de me retirar, pedi que fosse atendido pelo responsável do departamento, para que ouvisse de viva voz o meu protesto motivado pela sua incompetência. Que não, o "sr. doutor não podia falar comigo" (eis a tradicional arrogância de reaccionários medíocres que impõem o "doutorado" inexistente).
Entretanto, queria ir-me embora, mas que me fosse explicado como deveria fazer para renovar a minha carta de condução. Foi-me dito que havia ordens para não o fazerem.
Pedi de novo o Livro de Reclamações. O segurança perguntou-me perplexo: - Está a brincar não está? - Não estou, não, respondi-lhe. - A sério que quer o LR outra vez? - Sim, por favor, retorqui.
Passado mais não sei quanto tempo, chega a ordem de que «não posso fazer mais do que 1 reclamação». Então, exigi a presença do ignorante "doutor", avisando que a não ser assim, dirigir-me-ia ao posto da PSP.
O mentiroso não apareceu, mas mandou o que penso ser uma funcionária (Catarina...) que o homem dispõe para todo o serviço. Vem na minha direcção algo bambuleante (a recordar-me o Clint Eastwood em Por Um Punhado de Dólares), atrevida e pronta para a "guerra". Uma vez que está de máscara, como eu, peço que se identifique e ela responde-me que me identifique eu... Percebo imediatamente o que vai acontecer.
A alguns segundos da minha argumentação, diz para uma colega que não fala mais comigo e vira-me as costas. Voltando logo em seguida a tal bambuleante, vou informando, entretanto, a óptima funcionária que me ia ouvindo dentro do possível. A outra, possessa, provavelmente com esgana laranjista, vem na minha direcção aos guinchos de ódio audível, por mais de umas 20 pessoas, para cima de mim e ofendendo-me com as veias a saírem-lhe pelas partes mais íntimas. Gritava a plenos pulmões que eu fosse para a rua e que me ia mandar prender. Encostou-se a mim! Dei-lhe um grito tão grande, que deu um salto de olho esbugalhado, e eu disse-lhe: - Se fosses um homem já tinhas levado um murro nos cornos.
Logo apareceram 2 funcionários que a arrastaram de mim e que lhe pediram calma, que não podia falar assim com o público. Foi aqui que percebi que se chamava Catarina (a grande...?)
Para abreviar, chegaram 2 polícias. Expliquei-lhes que queria o LR. Por sua ordem, foi-me imediatamente entregue de novo.
Sucintamente, narrei uma cena de hoje à tarde que jamais havia presenciado. O laranjismo fascista de Cascais não me esqueceu desde que eu, como autarca, lhes denunciava os truques, as emboscadas e algumas corrupções "à lá carte".
O funcionário superior e a tal, supostamente, do serviço total, etc, exprimem-se por Cascais com maneiras encenadas e acintosas, anti-democráticas e desprezíveis para com o povo e há muito, abertamente, ao modo fascizante.
Cascais é uma terra fora da lei devido à governança do PSD!!! Seguirá carta registada para a ministra da Presidência e Modernização Administrativa.
ALQUEIDÃO DA SERRA: SOS SAÚDE. de
António Carvalho
Hoje, fui agarrado pela realidade, a pensar no estado do SNS (Serviço Nacional de Saúde), nos doentes primeiro e nos seus trabalhadores, e especificamente no concelho de Porto de Mós. Bem sei que num passado recente foi criada uma associação de utentes, sobre falta desses mesmos trabalhadores(inclui todos: médicos, enfermeiros e assistentes operacionais), bem como a logística necessária. Depois, pensei na associação de utentes da saúde "a Urgente", e talvez tenha adormecido de tanta urgência em resolver o tal problema. Talvez com o Covid à porta, não tenha havido máscaras, mas aqui pelo polo de saúde de Alqueidão da Serra, parece que com elas ou sem elas, o pessoal de serviço, decidiu há cerca de um mês ou mais que, nem com máscara, nem com idade avançada, nem com doenças crónicas nem outras da mesma gravidade, têm aqui entrada. Pura e simplesmente, fecharam a porta durante o horário de funcionamento e não atendem ninguém, excepto por uma janela que dá para o exterior, obrigando a que a distância social não se efectue, mesmo com máscara, provocando perigo rodoviário constante aos utentes e interdição objectiva aos utentes a uma melhor espera de serviços. Pois, isto é verdade, mas para azar nosso, a funcionária decidiu (ou alguém por ela) que só à janela é que se podem pedir receitas e à questão fulcral (consultas médicas), o médico decidiu fazer o mesmo. Passou a ser uma espécie de "operador de call center" e apenas faz consultas via telefone e sem se preocupar muito, se as pessoas são ou estão preparadas para tal serviço. Bem sei que os médicos também apanham doenças ( são gente, não é verdade) e alguns deles têm mais medo do COVID 19 que o diabo da cruz. Um alerta como conclusão: Temos de tomar decisões rápidas para inverter esta falta de respeito pelos habitantes do Alqueidão da Serra. Ou o pessoal do centro de saúde nos respeita, ou teremos de mostrar de outras formas, o mal estar que nos estão a provocar. Queremos mudanças, exigimos atendimento respeitoso, exigimos consultas abertas e sobretudo não aceitamos formas de desumanização que por aqui se vai querendo implantar. Em breve farei chegar aos responsáveis de saúde concelhio e distrital tal estado de coisas. Hoje fui vitima, mas amanhã estarei pronto para lutar contra este estado de desprezo. Doa a quem doer
Alqueidão da Serra : SOS SAÚDE. de
António Carvalho
Quero informar todos os Alqueidoenses que após a minha reclamação sobre o funcionamento do polo de saúde de Alqueidão da Serra, e no qual fui tratado de forma indigna, as instalações do referido polo foram reabertas ao público, via porta normal, dois dias depois da minha reclamação aqui feita. Quero também agradecer as palavras de carinho, solidariedade e apoio recebido e que as condições de funcionamento que estão em prática, são as seguintes: 1º.-A porta está aberta no horário normal de funcionamento, com as condicionantes de apenas poderem estar na sala de espera dois doentes para consulta médica e um para questões administrativas. 2º. Penso que as consultas médicas passaram a ser de forma genérica de presença física e completada de forma telefónica. 3º. Devemos continuar a lutar pelos nossos interesses de cidadãos em plenitude dos seus direitos constitucionais e repudiar todas as formas de chantagem, de falta de respeito atencioso e ser exigentes para com aqueles que estão ao serviço da comunidade local. E que quem não se colocar nesse papel deve sair para qualquer outra profissão.
Vale a pena reclamar e lutar, pois já percebemos que só dessa forma os politicos estão dispostos a cumprir as promessas em periodos eleitorais.
À Associação a Urgente, peço que cumpra o seu dever, não para comigo, (da qual não sou sócio) mas para com aqueles que em quase todo o concelho são vítimas daquilo que se estava a passar aqui no Alqueidão da Serra (desprezo e desumanização dos doentes).
Continuo disponível para ajudar a defender os nossos interesses colectivos na saúde ou em outras áreas. Um abraço aos alqueidoenses que não se vergam a mandantes sem mandato.
Dois exemplos de que vale apena lutar pelos nossos direitos, sem medos.
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