NÃO TENHAMOS ILUSÕES!....
A globalização capitalista está a levar a grande maioria da humanidade para a miséria e para o descalabro de um mercado sem freios.
Como resultado dessa pobreza e insegurança vemos trabalhadores pobres contra outros trabalhadores ainda mais pobres e as nações mais fracas serem esmagadas pelas mais fortes e poderosas.
Nestas circunstâncias o mais lógico seria os trabalhadores explorados movimentarem-se em grandes acções de massas contra o sistema capitalista.
Mas o que vemos é o contrário:
A grande burguesia, enquanto explora e oprime no chamado sistema "democrático", para se prevenir, está a lançar pelo mundo inteiro um movimento, bem estruturado, de extrema-direita, para canalizar o descontentamento dos trabalhadores para um campo que nunca prejudicará os seus interesses de classe dominante.
E isto não é apenas uma ameaça.
Esta extrema-direita, capitalista, racista e anti-imigrante, anti-progresso, já governa poderosos paises: Estados Unidos, Brasil, Polónia, Hungria, Romenia, e cresce em quase todo o mundo.
Do lado da esquerda é uma desgraça.
A maior parte das organizações com força na esquerda optaram por se integrar no sistema e tentar "humanizar" o capitalismo através de reformas.
Essas forças não querem reconhecer que o capitalismo não é reformável: será cada vez mais cruel e explorador.
Mas não há um programa radical de luta da esquerda que aponte o caminho às massas e que as faça enfrentar, pela violência, nas ruas e em todos os lugares, as forças fascistas incentivadas pelo capitalismo.
O futuro é negro.
Era necessário recorrer aos clássicos do marxismo, mas verificar que os tempos são muito diferentes e exigem outras respostas.
Classe contra classe, sim, e sempre.
Mas qual o programa das classes trabalhadores para a fase actual?
Só esse programa poderia unir as lutas, que apesar de tudo existem, sobretudo nos sectores da juventude trabalhadora, e unir a nível nacional e a nível internacional esses lutas sectoriais.
O medo do futuro está a colocar explorados contra explorados, com os exploradores a esfregar as mãos de contente.
Vamos passar tempos difíceis: já estamos a passar.
E aqui não se trata de esperança ou de desespero.
Isto trata-se de uma guerra que exige exércitos bem preparados, quer no plano organizativo, quer na táctica, quer na estratégia...
O inimigo cumpre estas condições
E nós?
MM

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