Mosteiro de Alcobaça – sangue suor e lágrimas
O Mosteiro de Alcobaça
começou a ser construído em 1178 e augurado (p a igreja) em 1252.
Os monges mudaram para
a Nova Abadia em 1223.
Entre 1178 e 1240
foram construídas: A igreja e o primeiro claustro – construídos em estilo
pré-gótico.
No século XVII e XVIII
foi construído o claustro do Rachadouro (onde hoje estão em curso obras para
uma pousada – grupo Visabeira.
D. Afonso Henriques,
primeiro Rei de Portugal, foi obrigado a legislar vários privilégios para a
igreja, com vista ao reconhecimento da independência de Portugal. Doa 40 mil
hectares em Alcobaça à Ordem de Cister – depois disso o para, Alexandre III,
legitima o primeiro monarca português.
O mosteiro, todo ele
construído para o encontro com o divino, estilo gótico onde se prolonga em
altura, fendas para a passagem da luz, aberturas com vitrais, arcos Botantes.
Nos 74 anos que durou
a construção do mosteiro centenas de homens e mulheres trabalharam arduamente
para que se tornasse realidade. Duas ou três gerações nasceram e morreram a
construir o Mosteiro. Miseravelmente remunerados vivam e trabalhavam lá para os
lados de Chiqueda, onde das entranhas da terra arrancavam, a poder de braços e
ferramentas rudimentares, os pedaços de pedra que depois de trabalhadas deram
origem à imponente obra que ainda hoje pode ser comtemplada em todo os eu
esplendor.
O encontro com o
divino, se ele existisse, teria sido feito pelos operários que lá no alto colocavam
as pedras trabalhadas que viriam a sustentar os tectos trabalhados por mãos
hábeis e calejadas.
Em Chiqueda os mestres
e seus ajudantes e aprendizes davam forma às pedras, nas quais colocavam a sua
marca para posterior identificação e respectivo pagamento, carregavam-nas em
carros puxados por bois que de tanto fazerem o tajecto iam e vinham sozinhos
sem ninguém a conduzi-los.
Com um olhar atento e
retrospetivo podemos imaginar o suor derramado, ao longo de 74 anos, pelos
operários que deram vida a tão imponente obra.
No Mosteiro existem
túmulos de reis e rainhas, estátuas de santos mas nem a mínima referência aos
que trabalharam arduamente, às vidas desfeitas e perdidas que construíram
aquele que viria ser a casa dos Moges de Cister.
Os Monges criaram aqui
as primeiras escolas públicas (públicas não de acesso geral, mas que preparavam
os noviços para o ingresso na Ordem de Cister). Existiam aqui os Monges
copistas, que passavam os dias copiando os livros sagrados, tendo sido
substituídos no século XVI com a entrada da imprensa no Mosteiro.
No Mosteiro os Monges
dividiam-se entre os cujo labor era essencialmente espiritual “os Moges
Brancos” que ocupavam um lugar especial na Igreja e nunca saiam do convento,
dedicavam-se ao estudo e oração.
Os Moges “Conversos”
em maior número que os Moges do Coro, viviam humildemente, vestiam-se
miseravelmente, contentavam-se com a comida dos pobres. Foram eles que fizeram
afortuna da Ordem.
Os Monges “Conversos”
exploravam os domínios, trabalhavam na granja como carroceiros, vaqueiros,
sapateiro, ferreiros, vinhateiros, etc.
Na entrada da sala do
capítulo existe um túmulo que, segundo o que consta, ser o de um abade cuja
vida não terá sido “exemplar” e, como castigo, foi enterrado na entrada, para
que os seus irmãos, numa suprema humilhação, pisassem a sua sepultura.

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