domingo, 29 de novembro de 2020

AS MIGALHAS!







Há quatro anos estive em Maiorca. 
Há dois anos fui a Menorca.
Este ano  em Porto Santo.
No próximo ano fico-me pelas Berlengas comendo gaivotas grelhadas  e uns budiões se conseguir pescá-los...





segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Não, Não vou por aí!


Este poema de  Bertolt Brecht deve-nos está cada vez mais actual .

No que ao congresso do PCP diz respeito e ao PCP em geral podemos resumir da quenta forma: 

1- Há uns anos houve uma campnha contra o PCP e seus Congressos porque as votações eram de braço no ar - o PCP alterou as regras e foi dos primeiros a ter votação elctrónica nos Congressos;

2- Há uns anos o PCP teve de fazer uma grandiosa manifestação frente ao Tribunal Constitucional porque os mesmo de sempre queriam impor aos partidos, o alvo era o PCP, a divulgação dos nomes dos seus militantes, o PCP lutou e a intenção foi derrotada.

3- A direita, os saudosistas do passado, fizeram uma lei dos partidos que devassa totalmente a vida interna dos partidos - o alvo é sempre o PCP - qualquer papelito que se faça para denunciar, para dar conhecimento às populações das propostas do PCP, qualquer iniciativa mesmo que paga com a contribuição dos seu militantes,  é uma dor de cabeça dadas as regras impostas.

Quanto à Festa do Avante, tão contestada este ano, é bom lembrar que desde a primeira Festa do Avante que existe campanha contra ela: 

a)- A primeira Festa do Avante na FIL foi alvo de uma bomba colocada num transformador de elctricidade;

b)- As festas que se seguiram foram sempre um incómodo para os mesmo de sempre - no Vale do Jamor, depois de muito trabalho para colocar aquele terreno em condições de receber tão grandiosos evento, o  PCP viu-se impossibilitado de ali continuar a realizar a sua  Festa;

c)- O mesmo trabalho árduo teve de ser realizado no novo espaço encontrado - Alto da Ajuda -  de novo os mesmos de sempre negaram ao PCP a realização da Festa do Avante;

d)- O PCP não se deixou intimidar e, de novo, com o trabalho abnegado e voluntário que caracteriza os militantes e simpatizantes do PCP, a Festa voltou a Realizar-se, desta vez em Loures;

e)- Para não andar sempre com a casa às costa o PCP decidiu comprar um terreno - Quinta da Atalaia no Seixal. Mesmo assim as campanhas contra a Festa e contra o PCP nunca  pararam - ou porque não passavam facturas, ou porque não apresentavam contas, ou porque não passavam facturas dos bilhetes de entrada -EPs -ou porque traziam à Festa as FARC, e tantas e tantas calúnias contra a o PCP e a sua Festa. 

Este ano foi a campanha mais vergonhosa com a comunicação social - que raramente dá relevo à Festa do Avante - e toda a camarilha do costume a a linhar pela pela mesma nota.

A todas estas campanhas o PCP resistiu e encontrou formas de não se deixar manietar, de condicionar a sua actividade politica com firmeza e determinação. 

A campanha contra o Congresso é igual à que foi feita contra o 25 de Abril, contra o 1º de Maio, contra a Festa do Avante. 

O PCP conta com cerca de 50.000 militantes, destes 70 % são operários e empregados, são homens e mulheres que todos os dias estão sujeitos às mais variadas situações - arriscam andar nos transportes públicos apinhados porque têm de trabalhar - estão lá, tal como outros, nos hospitais dando o seu melhor para que o  Serviço Nacional de Saúde funcione - estão nos serviços públicos fazendo o seu trabalho com todas as limitações que lhes são impostas- estão na agricultura ao frio, ao sol, e ao vento para que nada falte à mesa dos que tanto contestam as decisões do PCP. É desta gente trabalhadora que são eleitos os delegados e que vão estar no XXI Congresso discutindo o futuro do Partido, o futuro do país lutando por tantos e tantos que estão sofrendo porque lhes foram retiradas condições para exercerem os seus direitos: direito ao trabalho, direito ao lazer, direito ao ensino, à cultura, à saúde, direito a terem um futuro.

Nunca o PCP, nos seu 100 de existência , se deixou intimidar pela repressão fascista, sempre, mesmo na clandestinidade deixou de exercer a democracia interna realizado regularmente os seu Congressos.

As energias que muitos estão gastando nos ataques ao PCP, que tem realizado e continua a realizar as suas iniciativas com todas as condições de segurança, sendo até exemplo para outros eventos que voltaram a realizar-se, melhor seria que fossem canalizadas para exigência da abertura dos Centros de Saúde, para exigência do S.N.S não esteja apenas dedicado ao Covid19, para que haja reforço de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar suficiente  para fazer face aos problemas que o país atravessa. Essas energias devem ser canalizadas para exigência de mais e melhores transportes públicos. Denunciar o que se passa nos Lares, que, confinados há 8 meses não deixam de aparecer diariamente casos de infectados e mortes às dezenas. 

A Democracia está em causa, as liberdades estão sendo retiradas, os tiques securitários opressores estão aí. 

A Constituição da República Portuguesa - a Lei suprema da Nação-  não permite impedir a actividade dos partidos políticos mesmo em estado de emergência. 

É preciso lutar para que a Democracia e a  liberdade continuem a ser exercidas em toda a sua plenitude, sob pena de amanhã estarmos a pensar que afinal   Bertolt Brecht tinha razão!


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Comparação das Mortes em Portugal e Suécia

 




Portugal está com um total de 3472 mortos até ao dia 16 de Novembro de 2020. Tem 426 casos críticos. Tem 314 mortes por milhão de habitantes. Portugal sobe diariamente e atingiu os 91 casos em 16 de Novembro.  A continuar neste ritmo chegará aos valores da Suécia antes do final de Dezembro.

Suécia está com um total de 6214 mortes até ao dia 16 de Novembro de 2020. Tem 150 casos críticos. Tem 614 por milhão de habitantes. A Suécia desce diariamente e teve ontem apenas 5 mortes. 

A comparação dos gráficos revela-nos que a Suécia teve o seu máximo em Abril e a partir dessa data tem descido gradualmente até hoje.
Portugal está a subir diariamente no número de mortes e muito perto de atingir valores idênticos à Suécia na primeira vaga.




                                            NOVAS MORTES EM PORTUGAL



NOVAS MORTES NA SUÉCIA


Em Novembro escrevi e publiquei a comparação dos casos covid 19 em Portugal e na Suécia. Na altura dizia eu que até final de Dezembro Portugal acabaria por ultrapassar Suécia em infectados e em número de mortes, tal não aconteceu em Dezembro mas, infelizmente veio a acontecer antes de terminar o mês de Janeiro, apesar de todos os confinamento, dos estados de emergência consecutivos os números não param de aumentar. 

Portugal neste momento tem 685.393 infectados; 11.608 mortos; 782 críticos; 1.140 mortos por milhão de habitantes.

Suécia tem até hoje 564.557 infectados; 11.520 mortes; 264 críticos; 1137 mortes por milhão de habitantes.





domingo, 15 de novembro de 2020

Campos de Concentração Americanos para Japoneses

Pouca gente sabe e o assunto virou um tabu universalmente varrido para debaixo do tapete, mas os Estados Unidos tinham campos de concentração em solo americano durante a Segunda Guerra Mundial, destinados a japoneses.

George Takei, ator mundialmente conhecido por seu papel como Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” dos anos 1960, foi uma das crianças nipônico-americanas que foram parar em um destes campos em tenra infância.

Hoje, em tocante artigo publicado no Foreign Policy, ele conta que nem mesmo crianças na situação dele, naquele momento de horror e exceção institucionalizada, chegaram a ser separadas de seus pais. O título do artigo sintetiza a tristeza e perplexidade do autor: “ ‘Ao menos durante a internação (no campo de concentração) …’ são palavras que eu pensava que jamais iria dizer”.

Em TOPAZ - Utah- no deserto,  ( todos os campos de concentração para japoneses foram construídos em zonas desérticas)foi construído um campo de concentração para Japoneses a cerca de 1400 metros de altitude - no verão um calor infernal, no inverno um frio insuportável. Oito (8000) pessoas: homens, mulheres, crianças viviam concentrados num campo com cerca de  dois quilómetros quadrados

Ler aqui:

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O cerco ao Palácio de São Bento (12/13 de novembro)

O cerco ao Palácio de 

São Bento (12/13 de 

novembro)

No dia 12 de novembro de 1975, uma manifestação, constituída maioritariamente por trabalhadores da construção civil em luta pela assinatura do contrato coletivo de trabalho, cerca o Palácio de São Bento, onde decorrem os trabalhos da Assembleia Constituinte.

Os manifestantes, calculados em cerca de 100 000, segundo a imprensa da época, impedem os Deputados de sair durante 36 horas. Também a residência oficial do Primeiro-Ministro, contígua ao Palácio de São Bento, é controlada, mantendo sequestrado o Chefe do Governo Pinheiro de Azevedo.

A 14 de novembro, Deputados do PS, do PPD e do CDS deslocam-se para o Porto, entendendo não haver condições de segurança para reunir no Palácio de São Bento, face à convocação de uma nova manifestação contra o Governo para dia 16.

Os trabalhos da Constituinte são retomados no Palácio de São Bento, no dia 18 de novembro, numa sessão dominada pelos recentes acontecimentos.

Octávio Pato (PCP) referiu a manifestação unitária de dia 16 de novembro no Terreiro do Paço e a luta dos trabalhadores da construção civil, afirmando, no entanto, a sua discordância relativamente ao cerco.

Este comunicado da Direcção do Sindicato é revelador do sentimento de solidariedade entre os trabalhadores de diversos sectores, demonstra o quanto é fundamental a unidade entre a classe operária nas lutas contra o capital e seus serventuários. 











 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Nunca julgar pela aparência

Nunca julgar pela aparência

O cão branco do holandês

O cão já não é bem branco, a velhice começa a mudar a cor do seu pêlo.

Há cerca de 20 anos que o holandês e o seu cão branco vagueiam pela vila que os adoptou como filhos da terra. Ninguém sabe onde vivem. Fui encontrá-los deitados na areia lado a lado dormitando ao sol de uma manhã de Junho. O holandês reparte com o seu fiel amigo o que cada um lhes oferece, nada pede, vive à sua maneira um dia de cada vez.

Nos dias de inverno em que o que eu mar está mais agitado podem ser vistos junto à água, o holandês ralhando e gritando com as ondas e o seu cão branco fica observando pacientemente como se entendesse a dor que desgasta o holandês por o mar lhe ter roubado a mulher e duas filhas.

Cada um de nós carrega uma razão de ser e de estar neste mundo, é preciso respeitar e não fazer julgamentos precipitados. Talvez seja o cão branco o que melhor entende o sofrimento daquele homem.

Tenho também uma foto da pessoa e do cão tirada de longe mas não vou colocar.

Desde o primeiro dia que olhei para o holandês e seu cão e fiquei transtornado, tentei saber o porquê. Viajava com a sua mulher e duas filhas num veleiro, (podia ter sido num carro, de bicicleta ou de outra forma qualquer) houve um naufrágio e morreram as duas crianças e a senhora, o holandês salvou-se. Não me interessa se era rico, remediado, se tinha muito ou tinha pouco, mas perdeu tudo, perdeu até o seu eu na totalidade.

Também há 21 anos perdi um filho, um moço humanista, lutador pela paz e solidário com os desprotegidos. Morreu a caminho de onde se programa e faz a guerra - militar-acidente de automóvel.

Perdi um bocado do meu eu mas não perdi tudo. Tenho uma filha e dois netos que ao mais velho ela, em homenagem ao seu irmão, colocou o mesmo nome do irmão, Ângelo Tofes. Fiz o luto, coloquei-lhe uma campa com uma escultura oferecida por um amigo escultor que simboliza tudo o que ele era: o gosto por bicicletas radicais; as asas para viajar pelo mundo para o tornar melhor.

O Holandês não teve oportunidade nem de colocar uma simples flor no túmulo dos de que amava.

Nota: escrito em 2 de Agosto de 2020, baseado num encontro casual com este homem e o seu cão na vila de Sesimbra.

 


Os Pontos nos IIS.

A Opinião da drª Margarida Abreu foi censurada pelo Observador. Mas o e-mail com o seu artigo chegou-nos pelas suas próprias mãos, e não podemos deixar de destaca-lo.
COLOCAR OS PONTOS NOS IIS
Por drª Margarida Abreu
Ponto 1
A resposta emotiva dos seres humanos ao medo torna-os irracionais e leva-os a tomar atitudes profundamente prejudiciais, ao próprio e aos outros.
O que nos distingue dos outros animais que habitam este nosso planeta, não é o medo, mas sim a inteligência. É ela que nos leva a observar os factos, a interpretá-los e a aprender com eles.
É ela que nos leva a olhar para um problema e tentar perceber qual é a melhor maneira de o resolver. É ela que nos permite aprender com os erros para que, em circunstâncias semelhantes, não voltemos a repeti-los. É essa mesma inteligência a responsável pelo nosso
bom senso.
Já o medo, leva-nos a atitudes irrefletidas, irracionais, paralisantes, muito mais prejudiciais do que benéficas.
Foi o medo que, ao longo da história da humanidade, levou seres humanos a queimarem vivos outros seres humanos em fogueiras, foi o medo que levou pessoas a emparedarem vivas outras pessoas, foi o medo que levou filhos a delatarem os pais, irmãos a delatarem irmãos, amigos a delatarem amigos.
Foi o medo que impediu muitas sociedades de evoluírem e levou outras, inclusive, a retrocederem na sua liberdade e na sua prosperidade.
Já devíamos ter aprendido que a disseminação do medo e do terror é uma má estratégia, paralisa e anula os seres humanos de serem aquilo que são: seres inteligentes, sociais, afetuosos, compassivos.
Infelizmente, a estratégia de disseminação do terror começou por aquela que deveria ser, supostamente, a organização mundial que zelaria pela nossa saúde e pelo nosso bem-estar. E quase todos os países, submissos a um único mandante, subservientemente, fizeram o que lhes foi mandado fazer.
Todos, com uma única exceção, obedeceram à OMS.
Mesmo havendo uma variedade enorme de países pelo mundo, com realidades socio-económico-culturais e sanitárias completamente diferentes.
Todos cederam ao medo e todos impuseram o medo.
A história da humanidade e todos os erros cometidos em países e culturas submetidas ao terror, foram completamente irrelevantes.
O percurso deste caminho trouxe-nos até onde nos encontramos agora. Seres humanos paralisados pelo medo, incapazes de pensar, com as suas personalidades totalmente anuladas, famílias separadas ou desfeitas, amigos contra amigos, desemprego, abandono, infelicidade, infância e adolescência perdidas, a nossa essência como seres humanos destruída.
E porquê?
Porque há uma doença nova. Porque há a Covid19.
Mas ela justificará tudo isto?
Vamos então aos factos, aos pontos nos ii.
Vamos à verdadeira realidade e não à realidade
perversa que os media passam diariamente e que a DGS passa, sub-repticiamente, com o seu boletim diário de uma única doença e de uns únicos mortos.
Lamento muito que a nossa DGS, autoridade máxima nacional com o dever de zelar pela nossa saúde como um povo, seja a principal responsável em Portugal, pela manutenção do medo e do terror contribuindo, ativamente, para a perceção distorcida que a população tem da realidade.
Desde o dia 1 de Janeiro de 2020 até ao dia 31 de Outubro de 2020 faleceram em Portugal 100.107 indivíduos (vide: sico mortalidade) dos quais 2.507 com Covid19 ou seja faleceram cerca de 39 vezes mais pessoas com outras doenças do que com Covid19.
Mas, quem ouça o boletim diário da DGS perceciona que em Portugal só há uma doença mortal, a Covid19. E a situação é de tal maneira que os nossos políticos homenageiam os mortos com Covid19, dando a entender, de forma perversa, que estes são muito mais que os outros quando são, até agora, cerca de 2,5% de todos os falecidos em Portugal durante o ano de 2020. E lá fica, novamente, a população convencida de que em Portugal só se morre de Covid19.
Quando um número ou uma frase são retirados do seu contexto, transmite-se a informação que se quer e não o que verdadeiramente se passa.
A título de exemplo, a 31 de Outubro de 2020 faleceram em Portugal 369 pessoas, das quais 39 com Covid19. Ou seja, do total de óbitos ocorridos nesse dia, cerca de 10% foram com Covid19 e cerca de 90% foram com outras doenças. Mas, mais uma vez, ao falar-se apenas dos falecidos com Covid19, continua a dar-se a entender à população que não há outras mortes.
Caímos na situação absurda das pessoas fugirem de consultas, exames e tratamentos necessários para doenças que realmente têm e que precisam ser tratadas e controladas, com medo duma doença que poderão nunca vir a ter e que, quando presente, para a grande maioria da população é uma doença benigna.
Parecemos aquelas multidões assustadas em fuga dum estádio de futebol que, do evento que as assustou, morre muito pouca gente, mas a fugir, atropeladas umas por cima das outras, morrem centenas.
Ponto 2.
Das 369 pessoas falecidas a 31 de Outubro, 329 tinham 65 anos ou mais e 40 tinham menos de 65 anos.
Dos que faleceram com Covid19, 9 tinham entre 60 e 80 anos e 30 tinham mais de 80 anos.
No mundo real o ser humano não vive até aos 200 anos.
No mundo real a doença e a morte fazem parte da vida. No mundo real a esperança media de vida, em Portugal é de 83,5 anos para as mulheres e de 78 anos para os homens, com uma média global de 80,9 anos.
Tal significa que as pessoas vivem, em média, até essas idades. Fazer da morte, nessas faixas etárias, uma notícia com se se tratasse duma aberração da natureza, não é viver no mundo em que todos vivemos, é viver num mundo utópico e imaginário.
A morte é uma fatalidade e é um evento triste, deixando saudade nos que ficam. Mas é um evento inerente à condição humana. O ser humano, por muito que isso o desgoste, é mortal.
Negar essa realidade é contribuir para a destruição da sociedade, pois na tentativa de evitar a morte a todo o custo, estamos todos a enterrarmo-nos em vida. Convenceram-nos de que podíamos impedir a progressão dum vírus respiratório, nós, que não podemos PARAR de RESPIRAR.
A divulgação repetida diariamente do número de mortos duma determinada causa é perversa e constitui, do meu ponto de vista, um crime mantido de violência psicológica grave, com efeitos completamente sobreponíveis aos verificados na violência psicológica exercida sobre idosos ou sobre outros seres humanos.
Tal violência pública e diária tinha de ser parada já. E já vamos tarde.
Nunca anunciámos o número de mortos diários com AVCs, enfartes, pneumonias, cancros, SIDA, ou qualquer outra causa (e que como já descrito acima são quase 40 vezes mais do que com Covid19).
Nunca contámos, anunciando diariamente, o número de novas pessoas com
estas enfermidades. E fazíamos bem. Este tipo de dados servem para estudos da saúde das populações. Nunca, até este ano, foram utilizados para disseminar o terror e o medo nas pessoas.
Ponto 3.
A taxa de letalidade (percentagem de óbitos de Covid19 em relação ao número de casos confirmados), não para de diminuir desde Abril. A taxa de letalidade a 30 de Abril era de 4%. A taxa de letalidade a 31 de Outubro era de 1,77%. Mas, também disto, ninguém fala ou anuncia.
A doença atinge mais pessoas, mas em relação às pessoas atingidas, a percentagem de pessoas que falece é menos de metade do que em Abril.
Ponto 4.
A doença é uma doença maioritariamente benigna. 96,6% dos chamados «casos confirmados» encontram-se em recuperação em casa. 3,4% encontram-se em ambiente hospitalar, em que 2,9% estão em enfermaria e 0.5 % em UCI.
Para qualquer professor uma nota de 96,6% num teste é uma muito boa nota. Sei que estamos a falar duma doença e não duma nota num teste, mas não deixa de nos dar uma ideia de como a doença se comporta para a grande maioria das pessoas.
E 96,6% estão a recuperar em casa, não porque o seu quadro clínico os obrigue a estar em casa, mas a Covid 19 é uma doença que a OMS obrigou a isolamento domiciliário. Muitas destas pessoas, não têm mais que perda de
olfato, uma constipação ou tosse. Uma situação que, em nenhuma outra altura da história da humanidade, obrigou ninguém a faltar à escola ou ao trabalho.
De referir que muitos dos chamados «casos confirmados» de doença que testam positivo para o Sarscov2, testando posteriormente negativo ao fim de 14 ou mais dias, nunca apresentam, durante todo esse tempo, doença propriamente dita. Nada, zero sintomas. Inacreditavelmente, «casos confirmados de doença» sem nunca sequer estarem doentes.
A perversão que a OMS instituiu no atual exercício da medicina é impressionante.
Considera casos confirmados duma doença, baseando-se apenas no resultado positivo dum teste que não consegue identificar, com certeza, o que está a testar, sendo completamente indiferente para esta definição, se a pessoa esteve realmente doente ou não. E a mesma OMS determinou que todos os que testem positivo estão proibidos de sair de casa enquanto o mesmo teste se
mantiver positivo, sendo indiferente se, algures durante todo aquele tempo, adoeceram realmente.
Também a estratégia de «testar, testar, testar» foi difundida pela mesma OMS, aquela que deveria zelar por nós e que é a grande responsável por nos encontrarmos na situação em que nos encontramos. Pois essa estratégia, profundamente perversa, iniciou esquemas de utilização abusiva dum teste não inventado para o efeito, em indivíduos assintomáticos, que puderam a partir do teste positivo serem considerados doentes, sem apresentarem qualquer
sintoma de doença.
Indivíduos esses que passaram a ser obrigados ao isolamento domiciliário, bem como os seus contactos. Algo nunca visto. E assim se mandaram (e continuam a mandar) dezenas, centenas de pessoas para casa, sem estarem doentes, muitas delas sem nunca virem a estar, à espera que os dias passem, encarcerados na própria casa.
Como se a nossa vida não fosse muito curta para nos podermos dar ao luxo de a podermos desperdiçar assim. E assim se fecham serviços de hospitais, urgências de centros de saúde, balcões bancários, salas de creche, salas de aula, empresas e por aí fora, doa a quem doer. E assim se privam pessoas da
sua liberdade, como se a liberdade fosse um bem supérfluo e dispensável, daqueles que não fazem falta a ninguém.
Como se ser livre fosse um luxo e não um direito fundamental que a
todos nos assiste quando nascemos e que, só deveria poder ser retirado perante um tal crime que cometêssemos, que um tribunal assim o ordenasse.
Como se ser livre não fosse uma condição necessária e imprescindível para se ser feliz.
E assim, mais uma vez o medo faz mais estragos e mata mais do que o evento que o desencadeou.
Ponto 5.
Mas o que mais me custa são as crianças. Já tivemos doenças terríveis, associadas a mortalidade infantil elevada, como era o caso do sarampo, da difteria, da tosse convulsa, entre outras, e nem assim o mundo parou.
A Covid19 praticamente não afeta crianças e aquelas que adoecem têm uma doença equivalente ou até menos grave que a gripe.
E nós, por causa do nosso medo, por causa dessa ideia utópica de que poderemos ser imortais se fizermos determinadas medidas, estamos a destruir a infância das nossas crianças, a torná-las seres humanos, que ainda agora estão no início da sua vida, em seres humanos traumatizados, amedrontados, assustados, sem alegria de viver. Estamos a privar os nossos adolescentes do convívio saudável da juventude, com os seus grupos de amigos, com as
experiências do primeiro namoro.
A partir dos 18 anos somos adultos para o resto da vida, mas
só temos 18 anos para sermos crianças e para sermos jovens adolescentes. Privarmos os nossos filhos disso é privá-los duma experiência única e impossível de repetir mais tarde na vida.
Podemos, inclusive, estar a contribuir para a destruição da sua felicidade a longo prazo. O que nos distingue dos outros animais é a inteligência e com a inteligência vem o bom senso.
Vivamos as nossas vidas, como sempre até aqui. Consciencializemo-nos que para morrer desta ou de qualquer outra doença ou situação, basta estarmos vivos. E já era assim antes da Covid19 existir e continuará a ser sempre assim.
Por isso temos obrigação de cultivar os afetos e a união. Por isso temos obrigação de cuidar dos nossos: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa família, nossos amigos.
Corremos riscos, mas a vida é um risco. Foi sempre na adversidade que as pessoas se uniram para cuidarem umas das outras, para ultrapassarem obstáculos. E agora, na adversidade, mandam separar-nos e encararmo-nos a todos como potenciais inimigos. É contra toda a essência do ser humano.
Continuar, obstinadamente, neste caminho que tem trazido tanta infelicidade e destruição é, do meu ponto de vista, falta de inteligência. Sim, há uma doença nova, grave e mortal para alguns. Também há muitas doenças velhas, também elas graves e mortais para muitos.
E existimos todos nós e toda a vida que há em nós. A continuar assim, não passaremos de mortos vivos
____
𝘖 𝘱𝘪𝘰𝘳 𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘱𝘳𝘦𝘴𝘴𝘰𝘳𝘦𝘴 𝘦́ 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘶𝘴𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘤𝘶𝘭𝘱𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘰𝘱𝘳𝘦𝘴𝘴𝘢̃𝘰 𝘰 𝘣𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘰𝘱𝘳𝘪𝘮𝘪𝘥𝘰

 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

OS NOVOS PIDES...

Retirado da

Luisa Miranda

Não adianta dizer que não és tu. Que não és tu que andas há 9 meses a berrar na net. A exigir mais controlo. A exigir Estados de Emergência. Tu que tiras fotos do teu vizinho com a máscara no queixo e colas no teu mural. Tu que printas opiniões e as distorces à tua maneira. Tu que dás palco a todos os chalupas do país, da mesma forma que deste aos fachos. Não digas que não és tu , tu que aplaudiste o vídeo de um puto a bater noutro no metro. Que publicaste o vídeo de uma Sra. obviamente bêbada ou louca a tentar entrar num bar. Tu que olhas de lado para o teu vizinho quando ele convida alguém para ir lá a casa. Tu que fazes queixa anonima quando vês um grupo de jovens na rua. Tu que achas que os velhos são todos um inúteis e deviam estar presos em lares. Tu que achas que as crianças deviam estar fechadas em casa. Tu que imploras que a tua santa bolha de privilégio não seja violada e que te permitam o teletrabalho declarado no confinamento até a vacina. Tu que só agora é que viste que o SNS rebenta, como rebenta todos os anos, mas no entanto votas em quem o condena há décadas. Tu que dizes que as Forças de Segurança deviam ter mais autonomia. Que exiges multas e prisão.
Não digas que não és tu. Tu também és esta pessoa. Tu és a nova PIDE, mascarada de saúde pública. Eles também só queriam o nosso bem, como tu dizes agora querer, e enquanto estás a negar ser esta pessoa.
E a ti só posso dizer : Tu és esta pessoa e és um filho da puta!

 

Causas de morte Portugal em 2020

 

O quadro acima é bem elucidativo da mortalidade em Portugal. Os que morreram com Covid 19 e não do Covid 19 ( 2959) morreram com outras patologias, como diariamente é referido nas conferências de imprensa da DGS.

No total morreram em Portugal desde o inicio do ano 67671 pessoas, dos quais 2959 com Covid19.

Destes 67671 quantos não teriam sido salvos se os serviços de saúde não estivessem só vocacionados para o Covid?  

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

ESTADO DE EMERGÊNCIA


Esquecendo que o gráfico está mal feito ( faltam lá os tais 5% sem link epidemiológico) verificamos que as infecções são, a sua grande maioria,  em ambiente familiar e coabitação. Se assim é porquê confinar as pessoas e impedi-las de circulares livremente na rua? que efeito tem obrigar as pessoas a ficarem em casa das 13 h às 5 h durante os fins de semana? 

domingo, 8 de novembro de 2020

O Vice Presidente!

Qual presidente americano já fez guerra em sete países muçulmanos? A resposta certa é Barack Hussein Obama. O que assusta é que grande parte das pessoas (até mesmo seus eleitores) pensavam que ele fosse fazer o oposto de seu antecessor, George W. Bush, bastante criticado pela invasão ao Iraque e as prisões de Guantánamo e Abu Ghraib. As informações são da CNN.

E quem era o Vice Presidente de Barack Obama? : Joe Biden. Um gajo que foi um dos arquitetos de guerras, agressões e saques na Síria, Líbia, Paquistão, Iraque, Somália, Iêmen e Afeganistão - com milhares de mortos inocentes -

E, quem é a actual Vice Presidente, acabada de eleger? Kamala Harris apoia a segregação apoiando Israel.

Sem dizer nada

"Harris, no entanto, parecia determinado a não dizer nada que pudesse ser remotamente considerado crítico.

Sua resposta inicial consistiu nesta palavra salada: “Acho que Israel como país se dedica a ser uma democracia e é um dos nossos amigos mais próximos naquela região e que devemos entender os valores e prioridades compartilhados que temos como democracia, e conduzir a política externa de forma consistente com a compreensão do alinhamento entre o povo americano e o povo de Israel. ”

Insatisfeito, o entrevistador prosseguiu: “Israel atende aos seus padrões de direitos humanos para sua satisfação pessoal?”

Para ganhar tempo, Harris perguntou: “A que especificamente você está se referindo?” antes de finalmente responder à pergunta: “No geral, sim.”

Isso significa que Harris não vê nenhum problema com a política de Israel de enviar atiradores para matar sistemática e deliberadamente civis desarmados, incluindo crianças , que protestam contra seu internamento na sitiada Faixa de Gaza."

Ver aqui:

NO 3º TRIMESTRE DE 2020 O DESEMPREGO ATINGIU 655.100 TRABALHADORES

 

“NO 3º TRIMESTRE DE 2020 O DESEMPREGO ATINGIU 655.100 TRABALHADORES E APENAS 230.000 RECEBIAM SUBSÌDIO DE DESEMPREGO, O APOIO AOS DESEMPREGADOS DIMINUIU E A POBREZA E A MISÉRIA ALASTRARAM NO PAÍS. AS MEDIDAS TOMADAS PELO GOVERNO, DEVIDO 2ª VAGA DO “COVID”, CAUSARÃO UM MAIOR AFUNDAMENTO DA ECONOMIA E MAIS DESEMPREGO” mostro, utilizando dados oficiais divulgados pelo INE e pela Segurança Social, que no 3º Trimestre de 2020, o desemprego oficial era 404.100 mas o desemprego real atingia 655.100 trabalhadores, a taxa de desemprego oficial era de 7,8% enquanto a real atingia já 12%, portanto os dados do desemprego oficial que têm de ser divulgados pelo INE, e depois repetidos pela comunicação social acrítica, escondem a verdadeira dimensão do desemprego real em Portugal e da miséria causado por ele. Mostro também  que o número de desempregados a receber subsídio de desemprego era apenas, na mesma data, de 230.000 enquanto o número total e real de desempregados era de 655.100, portanto 425.100 excluídos pela lei restritiva do tempo da “troika” e do governo PSD/CDS ainda em vigor. E que, como consequência das medidas tomadas pelo governo, devido ao aumento da pandemia e à fragilidade do SNS causada pela falta de investimento e de planeamento que vão obrigar a recorrer aos grupos privados de saúde com custos elevados para o erário publico, a economia vai-se afundar mais e o desemprego e a miséria vão crescer muito mais no país: E que para evitar situações como esta é necessário planear, organizar e investir atempadamente no SNS em equipamento e em profissionais remunerando-os dignamente, para assim o reforçar adequadamente a fim de evitar ainda mais o afundamento da frágil e dependente economia portuguesa, o que não aconteceu e continua a acontecer.

Espero que este estudo possa contribuir para uma reflexão fundamentada sobre o desemprego e a situação dos desempregados em Portugal, e para um apoio mais efetivo, assim como sobre a necessidade urgente de reforçar o SNS, investindo muito mais em equipamentos e profissionais, para não só defender a saúde dos portugueses mas também para manter em funcionamento a economia, sem a qual também não se pode viver nem ter uma vida com um mínimo de dignidade.

Ver estudo aqui:

domingo, 1 de novembro de 2020

41% do dinheiro público da saúde vai para o privado

Retirado de :Idália Tiago


41% do dinheiro público da saúde vai para o privado

As negociações sobre o novo Orçamento do Estado estão prestes a arrancar e o financiamento da saúde será um dos temas em cima da mesa. O Estado é o grande financiador dos cuidados de saúde, sejam estes prestados por instituições públicas ou privadas.

Em cada dez euros de financiamento público destinado à saúde quatro vão parar ao sector privado.

No total, as administrações públicas gastaram em 2018 (últimos dados disponíveis) 12.444,44 milhões de euros em prestação de cuidados de saúde, e desses, 5.055,7 milhões vão para entidades privadas, sobretudo para a comparticipação de medicamentos e bens médicos nas farmácias e outros retalhistas. Além da fatia de 22,5% nos hospitais privados, há 20% dos fundos que vão para os consultórios e gabinetes médicos. Os privados dependem em larga medida do dinheiro público, seja diretamente do SNS, ADSE, Segurança Social ou por deduções fiscais.
 

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