quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O cerco ao Palácio de São Bento (12/13 de novembro)

O cerco ao Palácio de 

São Bento (12/13 de 

novembro)

No dia 12 de novembro de 1975, uma manifestação, constituída maioritariamente por trabalhadores da construção civil em luta pela assinatura do contrato coletivo de trabalho, cerca o Palácio de São Bento, onde decorrem os trabalhos da Assembleia Constituinte.

Os manifestantes, calculados em cerca de 100 000, segundo a imprensa da época, impedem os Deputados de sair durante 36 horas. Também a residência oficial do Primeiro-Ministro, contígua ao Palácio de São Bento, é controlada, mantendo sequestrado o Chefe do Governo Pinheiro de Azevedo.

A 14 de novembro, Deputados do PS, do PPD e do CDS deslocam-se para o Porto, entendendo não haver condições de segurança para reunir no Palácio de São Bento, face à convocação de uma nova manifestação contra o Governo para dia 16.

Os trabalhos da Constituinte são retomados no Palácio de São Bento, no dia 18 de novembro, numa sessão dominada pelos recentes acontecimentos.

Octávio Pato (PCP) referiu a manifestação unitária de dia 16 de novembro no Terreiro do Paço e a luta dos trabalhadores da construção civil, afirmando, no entanto, a sua discordância relativamente ao cerco.

Este comunicado da Direcção do Sindicato é revelador do sentimento de solidariedade entre os trabalhadores de diversos sectores, demonstra o quanto é fundamental a unidade entre a classe operária nas lutas contra o capital e seus serventuários. 











 

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