segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Não, Não vou por aí!


Este poema de  Bertolt Brecht deve-nos está cada vez mais actual .

No que ao congresso do PCP diz respeito e ao PCP em geral podemos resumir da quenta forma: 

1- Há uns anos houve uma campnha contra o PCP e seus Congressos porque as votações eram de braço no ar - o PCP alterou as regras e foi dos primeiros a ter votação elctrónica nos Congressos;

2- Há uns anos o PCP teve de fazer uma grandiosa manifestação frente ao Tribunal Constitucional porque os mesmo de sempre queriam impor aos partidos, o alvo era o PCP, a divulgação dos nomes dos seus militantes, o PCP lutou e a intenção foi derrotada.

3- A direita, os saudosistas do passado, fizeram uma lei dos partidos que devassa totalmente a vida interna dos partidos - o alvo é sempre o PCP - qualquer papelito que se faça para denunciar, para dar conhecimento às populações das propostas do PCP, qualquer iniciativa mesmo que paga com a contribuição dos seu militantes,  é uma dor de cabeça dadas as regras impostas.

Quanto à Festa do Avante, tão contestada este ano, é bom lembrar que desde a primeira Festa do Avante que existe campanha contra ela: 

a)- A primeira Festa do Avante na FIL foi alvo de uma bomba colocada num transformador de elctricidade;

b)- As festas que se seguiram foram sempre um incómodo para os mesmo de sempre - no Vale do Jamor, depois de muito trabalho para colocar aquele terreno em condições de receber tão grandiosos evento, o  PCP viu-se impossibilitado de ali continuar a realizar a sua  Festa;

c)- O mesmo trabalho árduo teve de ser realizado no novo espaço encontrado - Alto da Ajuda -  de novo os mesmos de sempre negaram ao PCP a realização da Festa do Avante;

d)- O PCP não se deixou intimidar e, de novo, com o trabalho abnegado e voluntário que caracteriza os militantes e simpatizantes do PCP, a Festa voltou a Realizar-se, desta vez em Loures;

e)- Para não andar sempre com a casa às costa o PCP decidiu comprar um terreno - Quinta da Atalaia no Seixal. Mesmo assim as campanhas contra a Festa e contra o PCP nunca  pararam - ou porque não passavam facturas, ou porque não apresentavam contas, ou porque não passavam facturas dos bilhetes de entrada -EPs -ou porque traziam à Festa as FARC, e tantas e tantas calúnias contra a o PCP e a sua Festa. 

Este ano foi a campanha mais vergonhosa com a comunicação social - que raramente dá relevo à Festa do Avante - e toda a camarilha do costume a a linhar pela pela mesma nota.

A todas estas campanhas o PCP resistiu e encontrou formas de não se deixar manietar, de condicionar a sua actividade politica com firmeza e determinação. 

A campanha contra o Congresso é igual à que foi feita contra o 25 de Abril, contra o 1º de Maio, contra a Festa do Avante. 

O PCP conta com cerca de 50.000 militantes, destes 70 % são operários e empregados, são homens e mulheres que todos os dias estão sujeitos às mais variadas situações - arriscam andar nos transportes públicos apinhados porque têm de trabalhar - estão lá, tal como outros, nos hospitais dando o seu melhor para que o  Serviço Nacional de Saúde funcione - estão nos serviços públicos fazendo o seu trabalho com todas as limitações que lhes são impostas- estão na agricultura ao frio, ao sol, e ao vento para que nada falte à mesa dos que tanto contestam as decisões do PCP. É desta gente trabalhadora que são eleitos os delegados e que vão estar no XXI Congresso discutindo o futuro do Partido, o futuro do país lutando por tantos e tantos que estão sofrendo porque lhes foram retiradas condições para exercerem os seus direitos: direito ao trabalho, direito ao lazer, direito ao ensino, à cultura, à saúde, direito a terem um futuro.

Nunca o PCP, nos seu 100 de existência , se deixou intimidar pela repressão fascista, sempre, mesmo na clandestinidade deixou de exercer a democracia interna realizado regularmente os seu Congressos.

As energias que muitos estão gastando nos ataques ao PCP, que tem realizado e continua a realizar as suas iniciativas com todas as condições de segurança, sendo até exemplo para outros eventos que voltaram a realizar-se, melhor seria que fossem canalizadas para exigência da abertura dos Centros de Saúde, para exigência do S.N.S não esteja apenas dedicado ao Covid19, para que haja reforço de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar suficiente  para fazer face aos problemas que o país atravessa. Essas energias devem ser canalizadas para exigência de mais e melhores transportes públicos. Denunciar o que se passa nos Lares, que, confinados há 8 meses não deixam de aparecer diariamente casos de infectados e mortes às dezenas. 

A Democracia está em causa, as liberdades estão sendo retiradas, os tiques securitários opressores estão aí. 

A Constituição da República Portuguesa - a Lei suprema da Nação-  não permite impedir a actividade dos partidos políticos mesmo em estado de emergência. 

É preciso lutar para que a Democracia e a  liberdade continuem a ser exercidas em toda a sua plenitude, sob pena de amanhã estarmos a pensar que afinal   Bertolt Brecht tinha razão!


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