domingo, 30 de agosto de 2020

CONTRATOS ZERO HORAS

Contrato zero horas.
Uma modalidade perversa que vigora na Inglaterra e que se espalha por todo o mundo.
Os trabalhadores, das mais diversas modalidades, ficam à disposição esperando uma chamada. Quando a recebem, ganham estritamente  pelo que fizeram, nada recebendo pelo tempo que ficaram à disposição da nova "dádiva".
Exemplo: Médicos, enfermeiros, (cuidadores de idosos, crianças e doentes, etc) , motoristas, electricistas, advogados, profissionais de serviços de limpeza, de consertos domésticos e outros.
"EMPREENDEDORES - burgueses de si próprios e proletários de si próprios.
A UBER -Trabalhadores com ou sem automóveis, isto é, com ou sem instrumentos de trabalho, arcam com todas as despesas de seguros, limpeza, etc. enquanto o "aplicativo "- na verdade uma empresa privada global de assalariamento disfarçado sob forma de trabalho desregulamentado -apropria-se  da mais- valia gerada pelos motoristas.
A diferença entre Zero horas Contrato e a Uber é que estes últimos não podem recusar as solicitações.
Na "Empresa Moderna"  o trabalho que os capitalistas exigem é aquele mais flexível possível: sem jornadas de trabalho pré-determinadas, sem remuneração fixa, sem direitos, nem qualquer organização sindical.

OCDE. Trabalho precário disparou em Portugal e está a penalizar acima de tudo os jovens
25 abr, 2019 - 08:49 • Sandra Afonso
Portugal foi o quarto país com o maior crescimento de contratos precários e é onde as hipóteses dos jovens bem qualificados terem um bom salário mais encolheram.


O número de trabalhadores precários disparou em Portugal e está a penalizar sobretudo os jovens, revela o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o Emprego , o “Employment Outlook 2019”, publicado esta quinta feira. O país é apontado como um dos que paga pior aos jovens mais qualificados.

Portugal surge como o quarto país com o maior crescimento dos contratos a termo, só ultrapassado pela República Checa, Espanha e Polónia. Esta é uma tendência registada em cerca de metade dos países da OCDE e que já começou antes da crise.

Já o trabalho em part-time, apesar de estar a aumentar, está abaixo da média da OCDE e, ao contrário do que acontece na generalidade dos países analisados, em Portugal é involuntário e muitas vezes está relacionado com a crise.

Salários não acompanham qualificações

Sem comentários: