11 em cada 10 chefes de firmas insignificantes acham que dirigem uma empresa muito importante. (E isto é tão triste quanto parece.)
Alguns operam numa triste empresa de marketing digital e chegam a dar palestras sobre como estão a contribuir para "criar um futuro melhor''.
Na realidade operam num fútil ramo de negócios como por exemplo, serem reles intermediários entre as empresas que compram canais de anúncios e os sites que os exibem.
Esse tipo de chefes – pomposamente designados por ‘’estrategas de marketing ‘’ descrevem-se nas suas biografias no Twitter como “Inovador. Futurista. Assistente de marketing e mais 3 ou 4 inanidades do género e mantêm uma frase emoldurada de Bill Gates na sua mesa que diz:
“ Para ganhar muito, há que assumir grandes riscos ”, o que é muito deprimente considerando que o maior risco que essa pessoa pode assumir na sua empresa é do tipo…encontrar fornecedores que forneçam toalhetes mais baratos para equipar a casa-de-banho
Falo a sério, há empresas que poderiam deixar de existir amanhã e isso literalmente não teria importância alguma porque ninguém mais se lembraria que elas alguma vez tenham sequer existido.
No entanto, os chefes que as dirigem ainda parecem pensar que suas empresas têm potencial para se tornarem uma força para o bem no mundo, tanto assim que obrigam os seus ‘’colaboradores’’ a participarem em reuniões semanais a que chama ‘’tempestades de ideias’’ ou ‘’brain storming’’.
Bom, tais reuniões por vezes provocam realmente tempestades mas ninguém tem ideia para que servem, além de estragarem uma tarde que todos poderiam aproveitar melhor.
Na verdade essas reuniões servem para os chefes tentarem entusiasmar toda a gente incitando-as a buscarem novas maneiras da empresa “divulgar sua missão'', o que basicamente significa apenas conseguir mais clientes.
Eles também tentam inspirar a "tribo" com máximas vazias do tipo: "todas as conquistas começam com um sonho", acreditando genuinamente que essa patranha maluca vai motivar adultos a esforçarem-se mais para manterem seus empregos mal pagos.
Claro, um tal zelo nessas reuniões é verdadeiramente comovente e se tu realmente fores humano, tens de sentir alguma empatia por alguém assim, atão não?
Claramente eles não entendem o facto de seus "colaboradores" poderem encontrar outro emprego sem terem saudades deles, chefes.
Porque tais empresas não “desempenham um papel essencial na comunidade, nem seus ‘’colaboradores’’ constituem a“ melhor equipa do mundo ”.
Isso são apenas coisas que eles lembram aos "colaboradores" nos e-mails de fim de semana, quando se embebedam, lhes dá para a ternura e pensam nos ‘’colaboradores’’ como ‘’a sua família’’, já que mais ninguém os atura.
A realidade é que as únicas pessoas que trabalham nessas empresas são as que não conseguiram empregos bem pagos e a única coisa com que tais empresas realmente contribuem para a sociedade são anúncios digitais irritantes que as pessoas ignoram enquanto fazem compras online.
O mais lamentável, porém, é que tais chefes ainda ficam tontos sempre que conseguem falar com os seus CEOs, tratando-os imediatamente como celebridades, apesar do facto de tais maduros serem apenas fulanos comuns de meia-idade que venderiam de bom grado o negócio ao primeiro comprador disponível.
Quando eles saem de suas reuniões mensais com os CEOs, trazem novas ordens como se fossem mandamentos de Deus esculpidos em placas de pedra, apresentando-as ao resto da equipa com mais zelo do que deveria ser possível para quem está apenas a dizer merdas como:
"não tenham medo de ligar para os clientes, já que provavelmente todos estão a planear seus orçamentos para o primeiro trimestre."
Pobres tipos. Eles realmente preocupam-se com essas patranhas de todo o coração, e isso é uma tragédia.
Esperamos que um dia eles caiam em si e percebam que nada que suas empresas façam importa antes que continuem a desperdiçar muito mais tempo de suas vidas.
Se eles colocassem tanta paixão e entusiasmo em qualquer outra coisa, eles poderiam honestamente deixar uma marca significativa no mundo - embora, para ser claro, não se deva apostar muito em tal possibilidade.
Afinal, tratando-se de correr riscos – e não riscas de coca - o mais provável é que algo vá correr muito mal e se assim não for, então não estamos a falar de riscos nenhuns …

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