Pensemos em prioridades. Estamos a enfrentar a maior crise do século, sanitária e económica. Precisamos de pessoal de saúde focado e de lideres com visão. Pessoas que saibam pensar fora da caixa, que sejam capazes de perceber que é necessário diversificar negócios, usar a gente formada que temos e pagar-lhes bem, deixar a monocultura do turismo, das mini-oliveiras, etc.. E se se quiser ter planeta para filhos e netos talvez mesmo mudar a base do modelo de crescimento económico, que não seja baseada no consumismo. Eu sei que é complicado, primeiro porque há poucas pessoas que saibam pensar fora da caixa (não foi assim que foram ensinados aqueles jovens economistas que chegam ao poder nas empresas e que aprenderam na Católica e na Nova) e depois porque os cargos de liderança na Administração pública e afins decorrem frequentemente de troca de favores partidários ( isto é evidente para o PSD, CDS, e PS), sendo que, às vezes, por sorte apanham-se uns competentes, muitas vezes nem tanto. Vem isto a propósito do último grande escândalo do António Costa. Ele não devia ter dito aquilo porque hoje em dia não há jornalistas off-record ( o que diz muito da natureza do jornalismo actual, muito dele ao serviço de interesses económicos.. a liberdade de imprensa é fundamental, mas depois publicam-se umas coisas e deixam-se outras de lado, por causa dos anunciantes, por causa dos accionistas, etc... ainda estamos à espera dos jornalistas envolvidos dos panama-papers) e isso deixa-o politicamente fragilizado. È verdade que o SNS paga pouco aos médicos, mas todos recebemos mal neste país, excepto os gestores de topo, mas também é verdade que a ordem dos médicos parece ter uma agenda própria ( é uma vergonha a forma, por exemplo, como lidaram com aquele médico das ecografias e são profundamente corporativos em caso de negligência médica). E é verdade que há médicos extraordinários e há outros, e, não são tão poucos quanto, isso que só pensam em dinheiro. È verdade que a maior parte dos médicos, sobretudo dos hospitais, se uniram para lidar com a pandemia, mas há outros que não respeitam o juramento de Hipócrates que não deve ser apenas um palavreado que recitam no final do curso. Portanto, vivemos em crise e umas palavras ditas off de record, no contexto actual fazerem a agenda mediática, revela, no mínimo, estupidez. È preciso que o governo e entidades públicas esteja focado nos mais fracos e vulneráveis a sério, e era sobre isso que o jornalismo se devia focar, é preciso que se equacione a sério o relançamento económico num modelo diferente do actual, e era sobre isso que o jornalismo se devia focar..
Martinho Junior
Martinho Junior
O ABISMO DO FIM DA VIDA TAL QUAL A CONHECEMOS, APROXIMA-SE A CADA ANO:
Além do mais a barbárie capitalista é responsável pelo esgotamento do planeta!...
Neste momento seria necessário um planeta duas vezes maior que a Terra para satisfazer a voracidade da irracionalidade humana!...


Sem comentários:
Enviar um comentário