O objectivo é claramente expulsar os Arménios de uma região que lhes pertence há mais de 2500 anos. A intenção é matar, expulsar e deslocar essas populações.
O Azerbaijão teve 30 anos para comprar armamento sofisticado, em troca de petróleo barato, fazendo alianças com lobbies com interesses espúrios, com o bjectivo de conseguir ter acesso a uma quantidade de terras e a uma região que os pode levar, eventualmente, a ter caminhos alternativos para os seus oleodutos, para os seus gasodutos e também para uma expressão politica que interessa à industria de armamento, que interessa à industria do petróleo que compra barato e faz com sejam umas marionetas dos interesses desses lobbies.
Assiste-se a uma limpeza étnica sem precedentes em pleno século XXI que urge denunciar com todos o meios ao nosso alcance.
As declarações abjectas de Mike Pompeo, secretário de estado dos Estados Unidos , que disse “esperar que os Arménios resistam ao assédio que a Turquia e Azerbaijão e os terroristas estão promovendo contra a população de Nagorno Karabakh e faz votos que os Arménios resistam a esses assédio”.
Em todas as guerras que os Estados Unidos promoveram, com falsas premissas na maior parte das vezes – defesa dos direitos humanos – quando no dia seguinte estavam empregando o seu poderio militar: aviação. Misseis, drones, contra objectivos com intenção de destruir e consolidar uma ocupação e não de defender as populações indefesas.
Como podem os Arménios resistirem a uma coligação da Turquia que tem 80 milhões de habitantes com o Azerbaijão que tem 10 milhões de habitantes e mais uns milhares de terroristas, mercenários bem treinados e com uma experiência de guerra adquirida na Síria, Lia, Iraque e outros, quando a população de Nagorno Karabkh é pouco mais de 150 mil e a Arménia tem uma população de 3 milhões de cidadãos.
O ministro Turco disse na passada quinta feira, dia 15 de Outubro, que o conflito só terminará quando os Arménios saírem da Região.
O ditador, primeiro ministro do Azerbaijão declarou, hoje dia 16 de Outubro, numa entrevista à televisão, que os arménios têm de entender que saem a bem ou a mal e que a Arménia tem de aceitar um corredor para retirar todos os habitantes de Nagorno Karabakh no sentido de ali estabelecer os Azéris.
Há provas publicadas na comunicação social de Inglaterra, Estados Unidos e Israel do envolvimento deste último país com apoio em Drones e outro armento altamente sofisticados e de elevado valor , comprados a troco de petróleo barato, drones utilizados para destruir hospitais, estações de tratamento de água, de distribuição de energia, tores de telefone, contra escolas e jardins de infância e que tem tido o repúdio da população de Israel mais esclarecida.
Muito grave e documentado com fotos a execução de dois Arménios, um jovem e um idoso que foram embrulhados na bandeira da Arménia, depois de torturados, filmados e amarrados foram fuzilados pelos soldados do Azerbaijão que invadiram o território Arménio.
É necessário impedir um segundo genocídio contra a população Arménia que em 1915 foi vítima de um genocídio que levou à morte de mais de 1 milhão e meio de pessoas e cerca de dois milhões para a diáspora , para êxodo fora das suas terras para nunca mais voltarem aquela região conhecida como Arménia Ocidental.
"O petróleo e a guerra
O Azerbaijão é um grande produtor de petróleo e gás natural. Os actuais preços baixos destes produtos são um drama para um país cuja economia depende quase em absoluto dos combustíveis fósseis. Uma guerra costuma ser um bom pretexto para avivar nacionalismos e para desviar as populações da crise social que se aprofunda. Parece vir a calhar nos dias que correm.
A Turquia tem fortes ligações às fontes de energia do Azerbaijão e, nesse âmbito, transformou-se num importante intermediário de petróleo e gás natural que têm a União Europeia como destino. Além disso, Ancara depende ainda 40% de combustíveis fósseis russos. Uma simbiose mais profunda ainda entre os regimes de Ancara e Baku permitirá à parte turca tirar mais proveito das capacidades energéticas azeris, o que agradará também à União Europeia – sempre muito queixosa da “dependência” do gás russo. Há, sem dúvida, interesses que se revêem nesta situação regional que desponta.
Acresce que todas as manifestações do expansionismo neo-otomano têm importantíssimas vertentes energéticas: na Líbia, através do acesso à zona económica exclusiva acordada com o governo da Irmandade Muçulmana em Tripoli; na Síria; na activação da presença turcomana no Curdistão iraquiano; na guerra do gás no Mediterrâneo Oriental contra a Grécia, Israel e Chipre; e agora no Azerbaijão." retirado do "Lado Oculto"

Sem comentários:
Enviar um comentário