ALGUNS IMBECIS , HIPÓCRITAS SALAZARENTOS...!!!
SALAZAR
Esta é a imagem de marca do ditador.
Enquanto toda a Europa crescia e prosperava, Portugal era o país dos miseráveis e famintos, o país das sopas de cavalo cansado para crianças, dos miseráveis que debandavam, primeiro para o Brasil, onde foram vítimas de chacota, dando origem a uma miríade de anedotas que ainda hoje se propagam com objetivo de os humilhar; que debandaram depois para França, de assalto, onde durante muitos anos viveram em bidons, carros velhos, barracas miseráveis e aproveitavam, nos caixotes do lixo, utensílios que os franceses rejeitavam.
Era um país de emigração, onde se destroçavam famílias, se abandonavam os campos, onde mulheres ficavam sem filhos e os filhos ficavam sem pai.
Era o país da guerra colonial que matou 13 mil jovens portugueses e mais de 100 000 guineenses, angolanos e moçambicanos, além de um número incalculável de mutilados.
O país de 50% de analfabetos totais e de 90% de analfabetos funcionais, onde as professoras primárias espancavam crianças indefesas, famintas e descalças, onde continuamente se perguntava: o senhor sabe ler? A senhora sabe assinar? Ou se comentava tristemente: “Eu gostava de, pelo menos, saber assinar o meu nome”...
O país onde praticamente ninguém tinha acesso a cuidados médicos dignos desse nome, onde muitas mulheres morriam em partos sem qualquer assistência, onde 90 em cada mil crianças morriam antes de completarem um ano, onde, na ausência de médicos ou de dinheiro para lhes pagar, se recorria a bruxas e bruxos que proliferavam pelas vilas, cidades e aldeias; tínhamos a mais baixa esperança de vida da Europa e a mais baixa estatura, devida à fome e à desnutrição.
Um país sem segurança social, onde o trabalho infantil proliferava, os deficientes eram marginalizados, os velhos sem família morriam de fome, tristeza e abandono nas suas casas sem condições, ou em qualquer canto de uma rua.
Um país com uma multidão incalculável de pedintes, onde os ciganos totalmente segregados, desenterravam galinhas mortas para se alimentarem.
Um país onde, nos meios rurais, e subúrbios não havia água canalizada, nem eletricidade, nem saneamento básico, muitas pessoas para se aquecerem e para cozinhar tinham que roubar lenha.
Um país amordaçado pela censura, pela PIDE, pela guerra, onde os opositores eram presos, torturados e assassinados.
Um país isolado internacionalmente, onde a corrupção não tinha lei nem roque.
O país do “orgulhosamente sós” segundo Salazar.
Este é o país onde André Ventura e a quadrilha do chega nos querem fazer regressar.
Texto de: AMÉRICO FONSECA.
REtirado do mural de
Vivia eu no concelho de Azambuja a escassos quilómetros da capital e assisti e passei por tudo isto,
. O trabalho infantil ( comecei com 10 anos)
. Não havia água canalizada nem saneamento.
. Luz electrica não havia.
. A comida confeccionada a lenha roubada nas quintas em redor, vinha o feitor e corria tudo a tiro.
. Habitação precária, meus avós viviam na adega junto ao lagar onde faziam o vinho.
. Fui parido em casa tendo como parteira a minha avó materna.
. Foi o 25 de Abril que veio aliviar a angústia de meus pais e restante família assistirem à partida de um filho para uma guerra contra pessoas que apenas lutavam pelo que lhes pertencia.
Infelizmente muitos da minha geração parece terem a memória curta. Muitos das gerações posteriores ignoram totalmente esses tempos de miséria, de pobreza, de opressão, humilhação a que estávamos votados.

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