quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Pensar de forma diferente!


 Numa coisa a burguesia está a ganhar - conseguiu incutir o medo generalizado e está a tirar partido da situação para dividir, para criar um clima pidesco como nunca se assistiu.

" A crise que está em andamento é algo de inimaginável, nós não conhecemos nada parecido. Essa crise está anunciada desde os anos 90, nos dois últimos anos, esta  crise especifica, económica, vem sendo pauta de muitas reuniões e debates entre os economistas do próprio capital, o que não se sabia era qual o detonador e esses detonador foi um vírus." Virgínia Fontes

Muitos dos que frequentam assiduamente o faceboock, que criticam a comunicação social do sistema, gritam bem alto que não se deixam manipular, dizem não assistir ao telejornais das TVs mas verifica-se que andam totalmente atordoados com as noticias e debates deploráveis que as televisões transmitem diariamente.

Gente que de esquerda, comunistas e sem filiação partidária enchem o Faceboock com grandes textos muito revolucionários, com fotos diárias de revolucionários, que já não estão entre nós, no entanto parece não terem aprendido nada com a coragem, determinação, com a experiência desses homens e mulheres que nos momentos mais críticos arriscaram a vida em prol de uma causa nobre em que acreditaram.

" VIVER É UM MARAVILHOSO RISCO QUE VALE A PENA SER VIVIDO"!

O confinamento forçado, decretado pela burguesia, que muitos tanto criticam, está a criar divisões e discussões acirradas, nalguns casos com uma linguagem ofensiva, que não pode ser tolerada, só porque há opiniões diferentes sobre cada assunto em discussão.

Se alguém acha que o poder, com o suporte da comunicação social, está manipular as mentes, manipula os dados, decreta leis que violam claramente as liberdades individuais de cada um, cria um clima de terror nos cidadãos, logo, os que veem vírus por todo lado, apelidam os outros de apoiantes de Bolsonaro e de Trump como forma de matarem a discussão.

Aos que passam o dia sentados no sofá, borradinhos de medo de um vírus que se anula com água e sabão, que enchem o Faceboock com frases muito revolucionárias, venham para a rua, venham observar o dia a dia de milhares de trabalhadores que arriscam diariamente para colocarem na mesa algo para que a sua família não morra de fome.

Trabalhadores e trabalhadoras que laboram em matadouros, nos supermercados, nos transportes públicos, nas oficinas, nos barcos de pesca, na agricultura, nas empresas de cerâmica, de fabricação de vidro, nas construção civil, e em muitas outras não têm possibilidade de levar o trabalho para casa, não conseguem produzir nada em teletrabalho. Estes são os que arriscam diariamente para muitos, dos que defendem o confinamento total e eterno, tenham algo para passarem o dia em casa e que basta pegarem num telefone ou usar as novas tecnologias para que o que precisam lhes vá ter a casa.

A humanidade está a perder a liberdade e a viver um clima pidesco, de ódio e denuncia como nunca tínhamos assistido nos últimos tempos. Se não colocarmos um travão nesta situação a burguesia, mais uma, vez sai vencedora.






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