11 DE SETEMBRO DE 1973
A DESBRAGADA INGERÊNCIA dos EUA NOS DESTINOS DO MUNDO E NO DESTINO DE UM POVO que livre e democraticamente tinha ousado escolher o seu caminho.
O GOLPE DE ESTADO, culminar de todos estes esforços desestabilizadores, é consumado em 11 de Setembro de 1973 na operação “Chove Sobre Santiago”, executada pelas forças mais reaccionárias e conservadoras do Chile, que teve como ponta de lança as Forças Armadas, sob a direcção da Junta Militar encabeçada pelo general Augusto Pinochet, e CONTOU COM O INESTIMÁVEL APOIO da CIA, do governo de Nixon e Kissinger e dos governos ditatoriais da América Latina conluiados com o imperialismo norte-americano na tristemente célebre "Operação Condor".
Na sua luta, os povos buscam um caminho para viverem numa sociedade justa, solidária, que proporcione segurança, bem estar, prazer, realização pessoal e colectiva. Esses objectivos ficam tanto mais perto quanto mais forem combatidos os poderes que buscam perpetuar-se explorando, oprimindo, rasgando direitos, impondo regimes ditatoriais quando as classes dominantes se vêem ameaçadas.
Jamais as classes dominantes partilharão o poder com os trabalhadores; a tese bastante difundida no movimento operário e popular, da passagem pacífica e eleitoral para o socialismo está profundamente errada e conduz sempre os trabalhadores à derrota.
Foi o que aconteceu no Chile precisamente faz hoje 46 anos. A euforia da vitória eleitoral da Unidade Popular no Chile, deu por momentos a esperança de que o socialismo iria triunfar, de que as classes dominantes e o seu poder seriam afastados, e que a sociedade trilharia os caminhos do progresso sem exploradores.
Foi sol de pouca dura. Primeiro às escondidas depois abertamente às claras, a reacção organizava-se, boicotava, conspirava com os altos comandos militares e com o imperialismo americano. Até esmagarem total e sem contemplações o regime de Unidade Popular de Salvador Allende.
Que lição retirar?
Que as classes dominantes não partilharão nunca o poder com os trabalhadores!
Que em caso de uma vitória eleitoral da esquerda revolucionária,(coisa improvável), as forças armadas devem ser substituídas por milícias populares armadas, que o poder não se deve centrar no parlamento burguês, mas em conselhos ou sovietes operários e populares e a dualidade de poderes deve dar lugar ao exercício exclusivo do poder pelos trabalhadores e os seus representantes, que a expropriação do capital deverá ser uma medida inadiável.
A luta dos trabalhadores chilenos, a sua coragem e sangue não foram em vão e serão sempre evocados com respeito e solidariedade internacionalista.
São duros e difíceis os caminhos da revolução socialista.
Glória a todos os chilenos que tombaram vítimas do fascista Pinochet, da sua camarilha e do imperialismo!


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