NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP
Visita de Xi Jinping a Portugal
5 Dezembro 2018
O PCP valoriza a visita do Presidente da República Popular da China, Xi Jinping e sublinha que a defesa do desenvolvimento de relações de amizade, paz e cooperação com todos os povos do mundo é um princípio fundamental da política externa de Portugal que a Constituição da República Portuguesa consagra. O desenvolvimento de tais relações com um País como a República Popular da China é um acontecimento importante que o PCP sauda.
A diversificação das relações externas de Portugal e a ruptura com o seu afunilamento nomeadamente face à União Europeia, é uma componente necessária de uma política de soberania e independência nacional.
Relações económicas mutuamente vantajosas, que contribuam efectivamente para o desenvolvimento do País, são bem vindas com a República Popular da China como com todos os países do mundo.
É com este espírito e lembrando as relações históricas entre os povos português e chinês que permitiram a justa solução da questão de Macau com a sua integração pacífica na República Popular da China que formulamos os melhores votos ao ulterior desenvolvimento das relações políticas, económicas e culturais entre os dois países, no respeito pelos princípios de igualdade, soberania e reciprocidade de vantagens, no interesse dos respectivos povos e países e da cooperação e paz mundial.
Nota: Como se os negócios com a China tivessem alguma influência na soberania e independência de Portugal. Este país está cada vez mais subordinado aos interesses dos grandes monopólios. A China investe em Portugal tal como os outro, o objectivo é o lucro máximo sem qualquer problema se os trabalhadores são explorados, se têm salários justos, se têm contratos precários ou não.
Não percebo as relações vantajosas quando Portugal compra mais do que vende à China, quando as grandes empresas estratégicas que deveriam estar controladas pelo estado estão nas mãos dos chineses e de outros especuladores: EDP, REN, Seguradoras, Bancos e , com esta visita mais uma quantidade delas que vão sair do controlo do estado português.
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