sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

PCP considera aumento do salário para 600 euros "aquém do necessário"

O PCP "valoriza a subida do salário mínimo" para 600 euros em 2019, hoje anunciada pelo Governo, mas considera que "continua a ficar aquém do que seria necessário", disse hoje a deputada comunista Rita Rato.

Num comentário ao anúncio do executivo, no parlamento, a deputada afirmou que "o PCP valoriza a subida do salário mínimo, que é inseparável da luta dos trabalhadores".

Este aumento, porém, "continua a ficar aquém do que seria necessário, que era a consagração dos 650 euros, já a partir de Janeiro de 2019", que foi proposto pela bancada comunista, no parlamento, acrescentou.

"Seria um valor que se coaduna com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores porque são salários que, com os descontos, continuam a ficar abaixo do necessário, dos 600" euros líquidos, argumentou, prometendo continuar a "bater-se pelo aumento geral dos salários de todos os trabalhadores".

Já quanto ao aumento no nível mais baixo de remuneração da administração pública de 580 euros para 635 euros, também proposto pelo executivo, Rita Rato afirmou que "decorre da aplicação das regras da progressão nas carreiras".

O Governo propôs hoje que o valor do salário mínimo nacional seja fixado nos 600 euros a partir de 01 de Janeiro de 2019, segundo uma proposta entregue na reunião da Concertação Social.

"Este valor representa um aumento nominal de 3,4% face a 2018, que se traduzirá numa valorização real na ordem dos 2,1%, de acordo com a inflação prevista no cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019)", adianta o Governo no documento.

O salário mínimo nacional é actualmente de 580 euros.




Estes "artistas" andaram todo o ano a exigir que o salário mínimo subisse para 650 euros ( quando estudos indicam que deveria ser de 1200 euros) e agora valorizam a subida para 600 euros. Como quem diz - Isto é melhor que nada...
Em vez de um sinal de indignação e revolta, um sinal de apelo à luta por um sala´rio mínimo digno, ficamos por uma posição de comodismo, de aceitação, de baixar os braços.

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