segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Anti-Stalinismo


Queiram ou não, o “anti-stalinismo” é uma arma do anti-comunismo!”XX Congresso do PCUS (1956): Um marco na profusão do “anti-stalinismo” e da divisão do MCI, germe da derrota do Socialismo na URSS e no Leste da Europa.A morte (ou assassinato de Staline) em 953, abriu caminho às forças, concepções e práticas, no Partido e no Estado, que fizeram amadurecer as condições para a eclosão contra-revolucionária e liquidacionista. O forte movimento operário, a generalizada mobilização popular que edificou o Socialismo sob a direcção de Staline e de outros fiéis leninistas, tinha de ser domesticado, para que o revisionismo triunfasse.
O “arsenal” maior da operação, foi o chamado “Relatório secreto” sobre o culto da personalidade, apresentado no final dos trabalhos do XX Congresso, pelo provocador Krutchov e o bando liquidacionista que tomou o poder. A técnica própria do oportunismo, é a mesma que Gorbatchov e direcções de importantes PCs utilizaram e utilizam. Sempre em nome de mais socialismo, mais leninismo, mais democracia socialista, destacando os erros e escondendo as virtudes, deitaram a “água suja do banho com o menino”.
Como Secretário-geral do PCUS. Nikita Khruschov e o seu bando de mal-feitores, colocaram (se) como tarefa, “limpar” todas as referências a Staline, todas as suas marcas, às realizações na edificação do Socialismo na URSS sob a sua direcção, num processo a que a propaganda “oficial” chamou de "desestalinização".
Na prática, o objectivo era varrer do coração das massas e povos soviéticos, a sua profunda ligação e apreço a Staline. Não apenas ao revolucionário, ao comunista e dirigente respeitado, mas ao leninista fiel e convicto. A chamada “destalinização” que terminou oficialmente no período das “meias-tintas” brejnevianas, não foi apenas a chamada denúncia dos “erros” e do culto da personalidade de Staline. Foi uma profunda perseguição de comunistas revolucionários comprometidos com o que de mais belo e marcante teve a edificação do Socialismo na URSS.
Ao mesmo tempo, no chamado processo de “destalinizaçõ”, são recuperados e reabilitados, aqueles cuja vida foi marcada pela traição, conspiração, sabotagem e ligações aos inimigos externos do Socialismo. O objectivo era claro: diabolizar Staline e diabolizar o marxismo-leninismo, e as suas teses fundamentais, pois essas seriam as ferramentas indispensáveis ao oportunismo para a liquidação Socialismo. Se Krutchov “teorizou”, Gorbatchov concretizou. No meio, fica um período de vacilação e cedência de Brejnev / Suslov. As “meias-tintas” permitiram um rápido desenvolvimento das forças contra-revolucionárias. Permitiu como o próprio afirmou, o desenvolvimento do “plano” do traidor M. Gorbatchov.
O “plano” de Krutchov e do bando de oportunista que tomou de assalto a direcção do PCUS e do Estado, era claro e ao mesmo tempo ocultava a perfídia. Atacando a figura de Stáline, Khruschov atacava indiretamente o socialismo as suas realizações, feitos e conquistas, o modo e sistema de produção socialistas que galvanizou amplas massas de forma heroica.
Nos tempos que correm, onde muitos não se deixaram trucidar pelo arsenal “anti-stalinista”, realizam-se estudos sérios a partir das fontes, sobre o período da edificação do Socialismo. São lições de História e ao mesmo tempo alertas e avisos. Muitos, como Ludo Martens, Grover Furr, e de forma muito peculiar D. Losurdo, trazem à luz do dia aquilo que os vencedores procuram permanentemente ocultar. Indo às fontes, acabam por desmontar a cabala construída na mentira. Os dados estatísticos e históricos falam por si. “Mentiras sobre a União Sovietica”, de Mario Sousa“http://www.mariosousa.se/mentirassobreahistoriadauniaosovie…”, dão-nos dados incontestáveis. Uma análise de comunista e a partir da trincheira ideológica e de classe comunistas.
A discurseta, o lixo ideológico, depois da morte de Stáline,difundido e veiculado por tudo o que é cão e gato, ilustra a ampla aliança do anti-comunismo. Nela junta-se tudo o que é reformistas de vários matizes, “comunistas” ligth, trotskystas, arrependidos, revisionistas, numa aliança estreita com a burguesia e o seu aparelho ideológico.
Limpar da memória colectiva, aquilo que a História objectiva não consegue apagar, ou seja, todo o legado e realização revolucionárias no período da edificação do Socialismo na URSS, um período rico de realização civilizacional não só para os trabalhadores e povos soviéticos, mas o que representou e representa para o proletariado mundial.
O XX Congresso do PCUS marca o compasso contra-revolucionário. Assim, o objetivo principal: a destruição da ditadura do proletariado! Ou seja, afastar o empecilho à concretização do “plano”. A metamorforização do Partido e Estado começou na cabeça até aos pés. Empreenderam a liquidação sistemática de toda a estrutura socialista e revolucionária da União Soviética cujas repurcussões foram devastadoras para o MCI, cujas marcas são amplamente visíveis e que vão da claudicação à transmutação. Uns mais acelerados, outros a passo mais lento. Um passo tacticista.
No ano do Centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, esquecer, omitir, é o mesmo que diabolizar Staline. O “anti-stalinismo”é uma arma do anti-comunismo. Não se pode ser comunista e “anti-stalinista” ao mesmo tempo. Ser-se-á outra coisa qualquer. Não se pode valorizar a realização gigantesca, avançada e pioneira dos trabalhadores e povos soviéticos e esconder o real peso e valor da figura insigne de Staline. Não se pode agradar aos que lutam pelo Socialismo e o comunismo e agradar à burguesia. Não se pode falar no feito heróico do povo e Exército Vermelho soviéticos na II GGM, e esconder o papel do seu principal arquitecto da vitoria, como afirmava e escreveu o Marechal da URSS Jukov, o nome de Staline!
Ainda muito coelho se prepara para saír da cartola. Mas façam lá as piruetas grotescas que queiram, mas o “anti-stalinismo” é uma arma do anti-comunismo!





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