Paulo Oisiovici
KATYN: O MAIOR E MAIS GROSSEIRO CASO DE FALSIFICAÇÃO HISTÓRICA JÁ REGISTRADO
Em 2010, graças a denúncia de Viktor Ivanovich Ilyukhin, vice-presidente do Comitê de Segurança da Duma do Estado da Federação Russa, membro da comissão anti-corrupção da Duma do Estado e presidente do movimento político "Em apoio ao exército, indústria de defesa e ciência militar" (DPA), à presidência da Duma, foi aberta uma investigação oficial com a ajuda de peritos especialistas, sobre o Caso Katyn. Logo após a instauração da investigação, Ilyukhin morreu sob condições misteriosas, mas deixou sob a guarda de outras pessoas, correspondências trocadas com grandes autoridades do governo russo e com membros do Partido Comunista da Federação Russa. O "caso Katyn" foi iniciado com a denúncia feita por Joseph Goebbels à Cruz Vermelha em 1943, da descoberta, na Montanha dos Bodes, nas proximidades de Smolensk, dos corpos de dezenas de milhares de oficiais poloneses, executados pelo NKVD, enterrados em valas comuns, o que gerou em 2007 e 2009, um processo na corte Europeia de Direitos Humanos, movido pela Polônia contra a Rússia. As extensas informações coletadas e apresentadas por V. I. Ilyukhin, e os exames realizados pela comissão de especialistas que periciaram os documentos do caso Katyn, acabaram comprovando que os documentos entregues pelo presidente Bóris Yéltsin aos poloneses, que servem de base para as narrativas produzidas sobre Stálin e a URSS, pelos historiadores do ocidente, incluindo o Brasil, se constitui no maior e mais grosseiro caso de falsificação já registrado na História. Em 2012 a Corte Europeia de Direitos Humanos acabou por reconhecer como falsos os documentos apresentados como prova no caso Katyn. Os autores técnicos da mais torpe falsificação histórica sobre o caso Katyn, a maior e mais grosseira, já registrada na História, são: A. Yakovlev, Dmitri Volkogonov, V. Falin e R. Pikhoya.
Toda a historiografia ocidental, incluída a brasileira, sobre Stálin e a experiência do socialismo na URSS, reproduzida por José Paulo Netto, Florestan Fernandes, Fernando Haddad, Kevin Murphy, Felipe Demier, Marcio Lauria Monteiro, Demian Bezerra de Melo, Gulherme Leite Gonçalves, Raquel Varela, Valerio Arcary, Virginia Fontes, além de consagrados autores ingleses, franceses e norte-americanos financiados pela CIA e por universidades como as de Yale, Havard, Oxford e outras, tem como uma de suas bases de sustentação, uma engenhosa obra ficcional de Joseph Goebbels.
(Paulo Oisiovici, "A HISTÓRIA REDIME STÁLIN")

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