domingo, 14 de março de 2021

As múmias ressuscitaram.

Parecendo muito preocupados com a trajectória actual do PCP, trajectória que sempre apoiaram e que ajudaram a implementar, querem mais.

Praticamente todos bem instalados na vida, empregos, reformas e subvenções chorudas à pala de cargos que lhes foram confiados pelo voto, pela confiança que neles depositaram, os milhares de militantes, os milhares de homens e mulheres trabalhadores honestos destes Partido e deste país. Querem mais, querem o poder a qualquer preço, querem o PCP a gerir os interesses da burguesia, querem um Partido que abandone os princípios, primeiro do Leninismo, como já abertamente defendem, e logo de seguida também Marx e Engels.

Proclama - “O ideal socialista precisa de ser reconfigurado. A exploração capitalista não acabou, mas faz-se em novas condições. A imensa maioria vive dos rendimentos provenientes do seu trabalho”…

Quais as novas condições da exploração capitalista? Trabalho precário, uberização das relações laborais, trabalho cada vez com menos direitos, aumentos dos ritmos de trabalho com a introdução das novas tecnologias, teletrabalho com menos custos para o capital, é a isto que chamam rendimentos provenientes do seu trabalho?

“…A estes juntam-se empresários que através do seu esforço criam emprego e riqueza.” Pensava eu que eram os trabalhadores que criavam riqueza que através da venda da sua força de trabalho criavam a mais-valia que enriquece cada vez mais o capital.

“A não ser corrigida” a atual trajetória, o PCP “arrisca-se a um inexorável definhamento que desprotegeria a luta dos trabalhadores, enfraqueceria a aspiração pelo socialismo e abriria a porta ao avanço da direita”, lê-se no texto, assinado por mais de quatro dezenas de antigos quadros. Carlos Brito, Domingos Lopes, Paulo Fidalgo ou Cipriano Justo são alguns dos subscritores e agora organizados no movimento Renovação Comunista. “É um conjunto de pessoas que participou nas histórias do PCP e que está preocupado com o atual declínio eleitoral”, diz Domingos Lopes. “O PCP não tem rumo nem uma estratégia percetível e achamos que, a continuar assim, corre o risco de declinar e de se tornar irrelevante", acrescenta Paulo Fidalgo, presidente da Renovação Comunista.

“O ideal socialista precisa de ser reconfigurado. A exploração capitalista não acabou, mas faz-se em novas condições. A imensa maioria vive dos rendimentos provenientes do seu trabalho. A revolução tecnológica operou profundas mudanças no mundo dos que vivem dos seus salários. Produziram-se mutações no tecido laboral. A sociedade atomizou-se. Tornou-se mais difícil unificar largas massas populares. Por outro lado, entraram no mundo laboral outras camadas sociais. Porém, aumentaram as desigualdades sociais. Em Portugal entre vinte e vinte e cinco por cento da população vive na pobreza, uma das mais deprimentes postulas do capitalismo.”

“O ideal socialista continua a ser o mais sólido e justo do ponto de vista dos interesses da imensa maioria dos trabalhadores sejam efetivos, a prazo, precários, intelectuais, funcionários públicos, criadores ou outros. A estes juntam-se empresários que através do seu esforço criam emprego e riqueza.”

 Caetano Tofes:

Ex-porteiro de hotel com 10 anos; ex-operário cerâmico; ex-operário electricista; ex-carregador de sacos de 50 kg numa fábrica de rações; ex-vendedor de rolamentos. Actual reformado roubado no tempo da troika e nunca repostos esses roubos por este governo que nos querem vender como de esquerda.


 

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