quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Banca salva Berardo da falência

Repararam que na lista dos calotes da Caixa está com grande destaque o Comendador Berardo. A "comenda" terá começado no negócio de diamantes na África do Sul, gente séria é outra coisa, e terminou com esse valor multiplicado em empréstimos sem garantias, e uma colecção de arte num dos mais prestigiados centros culturais do país, o CCB. Pediu dinheiro que não tinha, não pagou, recebeu tudo na mesma. E continua a receber. Em suma.
Terminou...? Não. Todos os anos pagamos a Joe Berardo mais de 2 milhões de euros pela colecção no CCB. E ainda quase 1 milhão de entradas de bilheteira, porque a comenda estava a ficar fraca e acabaram-se as entradas gratuitas. O mesmo Joe Berardo que deve centenas de milhões à Caixa Geral de Depósitos. O negócio do comendador era sabido de todos desde 2009, data desta reportagem do Expresso que aqui deixo em link. De lá para cá não foi penhorado, pelo contrário, todos os anos lhes pagamos.
Um pequeno detalhe: onde se lê «banca salva Berardo da falência» deve ler-se «nós salvamos», já que a Banca para salvar Berardo faliu e o Estado imprimiu divida pública para os salvamentos e as comendas deste empreendedores. Muitos de nós, os mais pobres, perderam empregos e salários, ficaram sem médicos, com professores desmotivados, e foram para a falência para salvar Berardo da falência. É que a banca foi salvá-lo e a seguir os Governos obrigaram-nos a pagar o valor do salvamento do comendador, a isto chamaram «honrar compromissos assumidos». Soma-se à dívida pública o "privilégio" de receber do Estado português 2 milhões de aluguer da colecção e 1 milhão de entradas que este cobra no CCB. 
A tudo isto o Expresso chamou na altura um «acordo favorável»

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